Eu passava pela calçada na Avenida Paulista com um amigo, voltamos de um café, pessoas reunidas na porta da fiesp hostilização a todos que passavam. Me xingaram de vagabunda, sapatão, petitista safada. Nesta hora nos demos as mãos para parecer um casal com medo de que eles nos agredirem por homofobia. Na nossa frente caminhavam três moças que também foram agredidas verbalmente.

Mairla, mulher, negra, bissexual, 31, SP

Local de trabalho, chefe me coagiu e “brincou” sobre os votos.

Anônimo, mulher, branca, hétero, 22, SP

URGENTE!

Estudante da UFPR acaba de ser brutalmente violentado em frente à Universidade por membros de uma torcida organizada aos gritos de “Aqui é Bolsonaro!”.

O estudante sofreu lesões na cabeça causadas por inúmeras garrafas de vidro quebradas pelos agressores. Além disso, houve depredação à Cada da Estudante Universitária de Curitiba (CEUC), que teve vidros quebrados.

A justificativa da agressão foi o uso de um boné do MST pelo estudante.

Resistiremos à barbárie, ao fascismo e à violência. Mais do que nunca, a democracia, o diálogo e a tolerância precisam prevalecer.

#ELENÃO #ELENUNCA #ELEJAMAIS

Anônimo, mulher, branca, outro, 45, PR

Tenho um transtorno de personalidade, e com as eleições tenho estado ainda mais sensível. Desabafei nas minhas redes sociais sobre estar considerando cometer suicídio. Os eleitores do Bolsonaro, ao verem que eu iria votar no PT, tiraram print do meu desabafo, espalharam entre eles e incentivaram que eu cometesse suicídio, falando que eu “já iria tarde” e que a minha morte seria “seleção natural”. Também usaram do meu transtorno para justiçar minha posição política, usando de termos como “louca” e “retardada”. (Ocultamos os prints por motivos de segurança)

Bruna, mulher, branca, bissexual, 19, SC

Minha mãe foi votar. Na saída ficou aguardando meu irmão na calçada. Um POLICIAL chamou minha mãe: Ô senhora, toma cuidado viu. Chamaram a gente aqui porque uma mulher lá dentro ia apanhar, porque não ia de Bolsonaro.
Depois ele ainda disse: mas também esses viado quer andar de mão dada na rua. Tem que matar mesmo.

Anônimo, mulher, branca, hétero, 30, SP

Estava voltando do trabalho quando fui fechada por dois adolescentes brancos em suas bicicletas, me encurralaram e gritaram bolsonaro 17. Levei um susto inicialmente achei que era um assalto. Não sei como consegui me desvencilhar e seguir. Estava de blusa preta e uma calça considera hippie, nenhum adesivo ou identificação. Estou apavorada!

Anônimo, mulher, branca, hétero, 32, RJ

Um homem berrava pela janela do carro o nome de Bolsonaro. Eu e algumas pessoas gritamos de volta em protesto. Ele virou-se pra mim, que estava mais próximo, e gritou “Voce será torturado! Você será torturado!”

Anônimo, homem, branco, hétero, 38, RJ

Estava abraçada com a minha esposa dentro do vagão do metrô república no dia da manifestação pró Bolsonaro quando um homem começou a falar que um casal precisa ter um homem e uma mulher, chamar minha esposa de homem e nos constranger. Ao mandarmos ele ir embora, o homem ameaçou nos bater assim que saíssemos do metrô. O segurança que atendeu a ocorrência no momento ficou enrolando para pegar o homem nos desencorajando a ir à delegacia, então ele conseguiu escapar

Anônimo, mulher, branca, lésbica, 24, SP

Nao eram 9 horas da manha e o simples fato de estar de maos dadas com uma mulher, DENTRO DO CARRO e paradas no sinal, foi o suficiente para o homem meter a cara dele dentro do carro e gritar “Bolsonaro vai acabar isso aiii viuuu?!”. So estavamos de Maos Dadas!

Laura Oliveira, mulher, branca, lésbica, 29, DF

Meu filho de 13 anos estava sentado na padaria emvaixo de casa, sozinho, comendo um pao na chapa e com um afesivo “ele nao” na blusa. Tres homens – dois jovens maiores que ele e um adulto – se dirigiram a ele dizendo querer fazer uma entrevista e perguntaram se ele votaria no Bolsonaro. Ele respondeu que não. Os caras atacaram ele, arrancaram o adesivo da blusa dele, empurraram ele e deram um tapa no pescoço do menino antes de ir embora.

Anônimo, mulher, branca, heterossexual, 55, RJ