A pessoa se referiu com palavras grosseiras por eu apoiar meu candidato, somos um país livre, eu defendo pq sou mulher, pobre, estudante e bolsista em uma universidade federal, e a pessoa ja chega falando q quem for contra é ladrão, é bandido

Anônimo, mulher, branca, heterossexual, 24, SC

Meu bairro é relativamente pequeno e quase todo mundo se conhece. Na esquina da escola mais tradicional quatro homens bebiam e conversavam sem nem um pudor sobre o que esperavam de um governo Bolsonaro.
“-Ele não gosta de viado, isso eu sei…
– Pode acreditar, viado com ele vai ter que viver na entoca!”
A conversa foi arquitetada, no momento passavam alguns rapazes homossexuais, um deles sobrinho de um dos homens.

Anônimo, homem, outro, heterossexual, 28, PA

“Estava no ponto de onibus, apos o voto, estava com adesivos de #EleNão, chega um rapaz de bicicleta, gritando “Ele Sim!” e me xingando. Retribuí com um “Ele não!”, ele retornou, me xingando, ofendendo, mas fugiu quando me aproximei da polícia.”

Anônimo, mulher, branca, heterossexual, 52, RJ

Fiz uma postagem em meu Facebook pedindo que os eleitores do Bolsonaro parassem de dizer que votaram porque não querem o PT de volta no poder, dado que tinham outros candidatos de outros partidos para votar. O caso é que uma grande amiga respondeu em toer de brincadeira “FACA NOS FASCISTAS” e um conhecido, se bem me lembro só vi uma vez, começou a ofendê-la de todas as formas possíveis: Seguem algumas das respostas dele para ela: ” tenta a sorte arrombada… Vc é tão analfabeta que sequer deve saber o que significa essa palavra… Fascista é o cu da sua mãe, vá apoiar ditadura Venezuelana longe do Brasil sua fascista… O típico discurso de uma analfabeta que apoia as duas únicas ditaduras do continente… Mto corajosa a distância, quero ver ter a audácia de falar essas merdas na minha frente sua puta… A brincadeira com vcs analfabetos acabou… Vc não é corajosa? Não fala mto? Até aonde vai a sua coragem?… Espero que seu advogado seja bom, e que vc tenha dinheiro para sustentar um processo… O seu analfabetismo é um insulto a estrutura da realidade… Vai lá visitar o Lula na cadeia q vc ganha mais… Faz uma visita íntima p ele…

Tarsila Rospi, mulher, branca, heterossexual, 30, SP

Minha filha meu genro e um amigo estávamos indo votar morarmos na vila Mariana, mas votamos em Santo André , estávamos aguardando o trem estação tamanduatei.
Mas eu estava camiseta vermelha, minha filha também é meu genro com botons, até tudo normal pois pra nós é uma alegria dia de votação. Do nada veio um cara e falou aqui ninguém fuma maconha gritando gesticulando e veio para cima, de nós eu pedi calma mais qual ele gritava bem assim acabou para vcs aqui não caibres bandeira vermelha , camiseta vermelha, o mito já ganhou e daqui para frente, todos vão agir do nosso jeito..
Mas tudo isso gritando como um louco, e pior colocando todos contra nós
Porque na verdade não tinha ninguém fumando cigarros, comum que dura de maconha, eu sei foi uma gritaria elevestava armado e falou na nossa cara aqui ……
17+1, com alusão à arma que ele usava…
Meu genro , e o nosso amigo ficaram realmente fora de si mas consegui convencê-los a parar de retrucar, pois em algum momento podia acontecer uma trágedia..
Incitou os outros passageiros contra nós , e gritava o tempo todo meu genro e francês, falou contidas as letras aqui neste país gringo, vai morrer, e todos aplaudiam … Vcs não faz ideia que foram momentos aterrorizantes.
Chegou o trem entramos, mais receosos pois podia continuar, mais sumiu ..
Chegamos a Santi André, se perguntando o que fizemos
mais o motivo era estarmos de vermelho , e com a foto do meu querido presidente Lula.
O cara teve a capacidade de iventar que estávamos fumando maconha, inaceitável .
Tem mais não gravamos pois foi tão inusitado e qdo certificamos que estava armado, a nossa reação foi de deixar ele falar pois tínhamos certeza que sacaria arma e aturaria contra nós…
Foi assustador, mas reagíamos, mas estávamos em perigo real com aquele sujeito gritando o mito já ganhou, não vai sobrar um de vermelho .
Agora vai ser assim, nós vamos mandar…
Hoje, fico pensando como toda selvageria que passamos, sem fazer nada absolutamente nada. Fomos violentamente atacados por estarmos de vermelho. Mas não vou temer a nada continuo com minha camiseta .
Sou uma senhora mas não fujo à luta.. Agora mais tenazmente, pois precisamos eleger Haddad, para o nosso país voltar a ser feluz

Luiza Almeida, mulher, branca, heterossexual, 61, SP

Eu caminhava nas ruas de Icaraí com a bandeira do Haddad e do Lindbergh, quando uma caminhonete com homens e mulheres corpulentos e exaltados reduziram a velocidade e vieram em minha direção, aos berros: “Vagabunda, vadia, vai pra Venezuela! Sua hora está chegando!”.

Fátima, mulher, branca, heterossexual, 64, RJ

Eu estava andando pela Carlos Gomes e parei pra olhar o único cartaz de carinho entre dois homens que não estava rasgado. Dois rapazes pararam e me disseram pra não olhar, que era nojento. Eu disse não é nojento, eu estava admirando. Eles me empurraram me chamando de petralha nojenta, caí no chão, chutaram minha nádega direita e correram rindo.
Isto está ficando muito sério. Eu estou mancando. Dói no corpo e na alma.

Giulia Pegna, mulher, branca, heterossexual, 64, BA

Eu estava esperando minha segunda condução passar no centro da cidade, quando um cara parou do meu lado e mandou eu tirar meu adesivo do #ELENÃO. Eu me neguei e ele disse que ou eu tirava ou ele tirava a força. Tirei por medo de sofrer alguma violência física.

Anônimo, mulher, parda, bissexual, 18, RJ

Estava colocando uma faixa escrito ele não quando dois homens passaram e ficaram olhando quando terminei de colocar eles fizeram o gesto apontando o dedo como se fosse uma arma, entrei escutei um barulho tinham jogado uma pedra e gritaram Vai Morrer.

Anônimo, mulher, negra, lésbica, 37, PE

Eu, meu esposo e meu filho estavamos dando uma volta de carro após as 17 horas, nosso carro tinha uma adesivo de um Candidato a Deputado Federal do PT e um adesivo do Marinho junto com o Haddad. Homens em uma BMW Cinza começaram a acenar para nosso carro, aceleraram e aparelharam o carro ao lado e começaram a nos chamar de ladrão, vagabundos e muitas outras coisas, ficamos quietos e seguimos por outra rua. Meu filho tem transtorno de ansiedade por causa do autismo, ficou muito abalado, com muito medo, tem apenas 8 anos, trancou todas aa portas de casa a noite e pediu muitas vezes para gente tirar o adesivo do carro porque estava com medo daqueles homens

Anônimo, mulher, branca, heterossexual, 36, SP