Quando eu saía da escola em que votei, de mãos dadas com minha esposa, um homem fez gestos e sons de metralhadora na nossa direção quando cruzamos com ele.

Anônimo, mulher, lésbica, 31 anos, SP

Na Paulista um vendedor ambulante ofendeu outra vendedora que estava montando sua barraquinha na paulista. A vendedora aparentemente era boliviana e estava montando sua barraquinha próxima à barraca do homem. Ele gritava frases como “volta para seu país”, “isso está perto de acabar”. Aconteceu próximo a estação Trianon Masp. Foi um cena horrível.

Anni, mulher, hétero, 29 anos, SP

Fui agredida verbalmente hoje ao votar porque eu estava com uma calça de corte mais masculino, brincos de unicórnio LGBT e uma agenda com arco-íris e unicórnio. Sem maquiagem nenhuma. Um cara ficou olhando pra mim na fila, chegou perto e disse: “Não acredito que essas pragas vem votar, com voz de nojo e desprezo”. Minha camiseta era roxa e lisa. Eu namoro um homem. Mas o cara se achou no direito de me julgar como lésbica e de me desrespeitar por isso.

Fernanda, mulher, bissexual, 22 anos, SP