Encontrei minha namorada a noite, ela me deu um abraço e me parabenizou por uma conquista q tive no dia.Passou um rapaz de dentro de um carro e gritou: “Bolsonaro bem aí,se prepara.”Poderíamos ali ser apenas amigas, irmãs ou mesmo o q somos,NamoradAs. Ele falou a intenção de não podermos fazer mais isso, nem um abraço por conta da nossa sexualidade.Tivemos medo porque ele reduziu a velocidade do carro para poder dizer as palavras que ele falou.Eu não sei como será, mas se um futuro líder do país se mostra preconceituoso e diz barbaridades a tantas pessoas..Todos estão se sentindo livres de agredir os outros.Ontem foi com palavras, mas da próxima pode ser com um objeto lançado ou uma violência física pior.

Paz,somente isso.Mais paz,menos ódio. O medo de ser agredida fisicamente não me permitiu anotar a placa do carro, infelizmente

Dayse Nascimento, mulher, parda, lésbica, 29, RJ
Trabalhei como mesário nas eleições naquele dia e ao voltar para casa almoçar, aproximadamente 10 quarteirões de distância, um carro passou por mim, cheio de homens gritando que Bolsonaro vai matar viado fazendo gestos de armas com as mãos, segui em frente, pensei: de vê ser algo pontual e aleatório. Três quarteirões a frente a cena se repete. Resolvi parar em um comércio de propriedade de uma amiga, o qual tem ao lado uma mercearia, alguns homens levantaram e ficaram andando em frente ao estabelecimento dela de um lado para o outro gritando as mesmas palavras e fazendo os mesmos gestos. Fiquei desesperado, nunca havia sofrido homofobia, agora estou com síndrome do pânico, sem poder sair de casa.
Anônimo, homem, branco, gay, 28, SP
Eu estava voltando da faculdade no centro de BH e percebi dois homens xingando um menino. Os xingamentos eram “olha a viadagem, tem que acabar logo com essa viadagem.”. Quando eu estava passando do lado desses dois homens, um deles olhou pra mim e falou “ehhh viadagem, tem que acabar com essa viadagem logo. Bolsonaro tem que ser eleito logo pra gente poder acabar com essa viadagem”. Eu continuei andando e eles continuaram com os xingamentos contra o primeiro menino. E eu olhei pra cara de outras pessoas que estavam próximas e elas estavam com expressões de riso. Eu fiquei sem reação. Só senti medo, comecei a tremer e minha pernas moles. Mas isso só me fez perceber o quanto temos que resistir, lutar. #elenãovainosmatar #ELENÃO
Gabriel Santos, homem, branco, gay, 23, MG
Eu estava trabalhando e um homem perguntou em quem votei e quem votaria, disse Haddad. Logo depois recebi insultos, falando que tipos como eu que deveriam morrer, que por trás de um socialista sempre tem um pai bancando (detalhe que eu não disse em nenhum momento ser socialista ou algo do gênero), e ainda disse que o outro candidato não é contra as mulheres até porque que homem “nunca saiu na porrada com sua mulher”. Tudo isso com meios de intimidação, falando que tenho esse posicionamento por estar na universidade e que na universidade só tem petista.
Emanuelly, mulher, branca, hétero, 22, PR

Estava esperando meu uber em frente ao Edifício Itália, não tinha nenhum adesivo ou identificação de ser contra o Bolsonaro, mas um homem que estava na rua começou a gritar comigo me chamando de “petista” “vagabunda” e “escrota”.

Anônimo, mulher, bi, branca, 22, SP
Estava caminhando voltando pra casa quando Um homem vestido de Hitler e enrolado numa bandeira do Brasil. Passou fazendo sinal de arminha pra mim e dizendo que agora ia acabar a mamata da lei ruanet.
Sofia, mulher, indígena, lésbica, 18, BA

Minha amiga foi votar com a camiseta do Lula. Foi xingada e ameaçada em todo o percurso. e me relatou que em seu Bairro – Saracuruna – está proibido mencionar Haddad, PT e Lula. Foi ameaçada por vários homens até que chegasse em casa, e lhe disseram que votasse certo pois eles saberiam.

Soraya Magalhães, mulher, branca, hétero, 44, RJ

Aconteceu com minha irmã de 17 anos foi a primeira eleição dela, neste dia fomos votar eu, ela e minha avó, ela conseguiu votar bem rapido pq a seção dela estava sem ninguem, porem eu e minha avó iamos demorar mais porque a fila estava grande e nos duas estavamos na mesma seção, então minha irmã decidiu ir pra casa ja que nos iamos demorar, chegando em casa meu pai perguntou em quem ela havia votado, ela respondeu: no ciro, então segundo ela ele segurou a cabeça dela e bateu 3 vezes contra a parede e puxou os cabelos dela, ele é apoiador do bolsonaro, não aceita opniões contrarias a dele.

Anônimo, mulher, branca, hétero, 26, PA

No Facebook um rapaz viu que eu sou gay e me chamou no privado com o discurso de que: “tem que meter bala nesses viado tudo. Aliás, bala não porque eles nem valem à pena. Tem que morrer é queimado essas disgraça.”

Anônimo, homem, negro, gay, 24, BA

Chegando ao trabalho, sete horas da manhã de segunda-feira (sou professora) em frente à escola o pai de um aluno bate no carro da minha amiga onde eu estava de carona. O sujeito sequer tirou o cinto de segurança, não desceu do carro. Após negar sua óbvia culpa no incidente, nos ofendeu, jogou o carro pra cima de nós e arrematou xingando de “esquerdinhas”!

Anônimo, mulher, branca, bissexual, 38, SP