Um amigo meu estava andando na rua tranquilamente próximo ao centro da cidade, quando ouviu gritos de homens falando com o Bolsonaro iria matar viado. Meu amigo tem um andar afeminado, e quando os eleitores que estavam gritando as palavras de ódio perceberam isso, jogaram uma pedra na direção dele.
Anônimo, mulher, amarela, hétero, 21, PA

Fui ameaçada de ‘levar bala como todo membro de facção criminosa’ e na sequência ainda um ‘abre o olho!!!’
Isso porque disse que não me interessava em ter qualquer tipo de contato com essa pessoa que veio contestar meu posicionamento com a hashtag #elenão

Anônimo, mulher, branca, hétero, 39, SP
Estava indo pro metrô, nisso veio 4 rapazes vestindo camisetas do candidato Bolsonaro nisso começaram a me xingar , eles viram que não estava ligando foi aí que partiram pra cima com chutes
Diego, homem, branco, gay, 26, SP
Estava no ônibus e senti a mão subindo na minha perna. Me assustei e olhei para baixo, o zíper já estava aberto. Saí para perto da porta e ele veio atrás, me segurou pelo braço e disse: Entendi qual é sua, fica tranquila por enquanto mas ano que vem vocês feministas vagabundas de merda vão voltar para onde não deveriam ter saído. Desceu do ônibus dizendo que o mito vinha aí, fazendo o gesto da arma com as mãos.
Anônimo, mulher, branca, hétero, 34, SP
Eu estava caminhando pela avenida Jabaquara. Não levava comigo nenhum sinal indicativo de partido político a não ser dois adesivos de candidatos pro legislativo. Um deles tinha as cores do arco-íris, da bancada ativista, candidatura pra deputadx estadual. Em certo momento comecei a ser seguida de perto por um carro – não quis olhar diretamente porque tava com muito medo, mas acho que era um carro prata. A pessoa no banco do carona começou a me chamar e eu tentei fingir que não era comigo. Em certo momento ele disse “ei! Isso é adesivo de viado, né? A hora de vocês vai chegar, puta”. Então o carro saiu acelerando e buzinando.
Luiza Ferreira Lima, mulher, branca, bissexual, 29, SP
Na estação de metrô Horto entrou um grupo de torcedores do Atlético Mineiro gritando “Vai Matar Viado”, “Bolsonaro Vai Matar Viado”, “Vai Matar Cruzeirense”, “Meter a Rola até Arrombar o Cu Dela”. Na ocasião chamei a atenção educadamente para o homem que incitava as palavras de ódio dizendo que havia muitas crianças no vagão. O homem que incitava as palavras de ódio disse aos berros ” QUE ESTAVA LOUCO PARA QUE BOLSONARO GANHACE PARA MATAR GENTE IGUAL A MIM E VIADO”, neste momento um grupo de torcedores começou a bater no teto do metrô e a gritar “Vai Matar Viado” e isso durou tempo e em vários momentos o homem voltava até mim apontava o dedo sob meu rosto e dizia que “Esperava que Bolsonaro ganhasse para Matar gente igual a mim e viado”
Romênia Reis, mulher, negra, lésbica, 37, MG
Estava em uma van, voltando para casa. Um homem sentado ao meu lado observava o que eu estava lendo, sem que eu notasse. Quando pedi para soltar no ponto de ônibus, o homem segurou meu braço e disse que ” pessoas como eu tem que morrer para o Brasil ficar limpo”

Priscila, mulher, branca, hétero, 29, RJ
Eu estava no carro, indo visitar a minha mãe no hospital, quando um rapaz saiu de um bar, com uma pedra na mão e jogou no meu para-brisa, porque eu tinha um adesivo do PT. O sinal estava fechado e fiquei com muito medo, ele gritava “você vai morrer, petista vagabunda”, mas felizmente logo o sinal abriu e eu saí às pressas, ele ainda tentou acertar um chute na porta do carro. Fiquei muito assustada.
Anônimo, mulher, branca, hétero, 35, SP

Um jovem gay estava na parada de ônibus em frente a uma unidade de segurança. Pública, quando um homem desceu de uma hylux e começou a espanca lo o chamado de palavrões e dizendo q ele estava apanhando agora, mas quando o Bolsonaro ganhar ele ia morrer por ser gay. Eu não vi ouvi o relato de uma amiga dele num áudio a moça estava inconformada..

Aconteceu um caso comigo numa repartição pública dois servidores conversando altamente agressivos na fala q tudo de ruim se devia ao PT que o homossexualismo e as drogas aumentaram no governo Lula e q a caminho de volta para casa ele havia presenciado duas jovens namorado e q sentiu tanta raiva q teve vontade de descer do carro e estuprada as duas para serem mulher e gostar de homem. Me senti constrangida a fúria da conversa era devido a minha presença

Anônimo, mulher, lésbica, parda, 47, CE

O motorista de uber perguntou em quem eu iria votar no segundo, eu respondi Haddade 13, ele disse que não era assim que mudaríamos o Brasil, eu disse que era a favor da democracia e que Bolsonaro tem falas autoritárias e que eu não concordo com isso, ele ficou em silêncio e quando chegamos ao meu destino da viagem ele não parou o carro e seguiu em frente, eu disse “ moço, já passou meu ponto” ele continuou dirigindo e não parou. Eu repeti três vezes e na terceira vez eu gritei “ Moço, para esse carro, já passou meu ponto!” Ele curvou o carro e disse rindo que não era bem assim, que ele lembrava da ditadura e que não foi ruim. Voltou com o carro e passou direto do meu destino de novo, eu gritei de novo “ pare o carro, eu vou descer!” Dai ele parou o carro no meio da rua e os carros atrás buzinaram. Eu saltei e ele seguiu o carro.

Olivia, mulher, outro, hétero, 34, ES