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Anônimo, mulher, branca, bissexual, 26, PE

eu estava em um BRT quase chegando na integração, e comecei a ouvir um bate boca na parte de trás do veículo. Ouvia uns homens gritando que “Bolsonaro ia matar os gays todos”. Eles estavam gritando isso com duas pessoas LGBTs que estava sentadas. A discussão foi ficando mais tensa até que eles começaram a agredir as pessoas, com tapas e socos. No momento em que o BRT chegou na integração e abriu a porta, todos os passageiros, inclusive eu (que já tava ligando pra polícia antes mesmo de descer), saímos correndo para evitar apanhar também. Os agressores estavam muito violentos, um deles fazia uma chave de braço em uma das vítimas, e quando a outra tentou separá-los, levou socos e chutes. Ainda apareceu um cara com uma arma dando tiro pra cima (como se isso ajudasse de alguma forma). A polícia chegou e prendeu os agressores homofóbicos, mas eu não consegui ver o que aconteceu com as vítimas. Quando peguei o meu ônibus dentro da integração, depois que tudo isso tinha acontecido, me sentei à janela. Um menino de uns 10 anos aproximadamente, chegou junto para ver os agressores, que já estavam algemados sob custódia da polícia. Ele gritou “esses bandidos têm que morrer mesmo! Bolsonaro vai matar eles!”, e eu não sei como consegui manter a calma para conversar com ele, e explicar que quem mata bandido vira assassino. Fiquei muito perplexa como é fácil, e extremamente perigosa a disseminação do discurso de ódio, e o quanto as futuras já estão sendo afetadas por isso.

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Anônimo, mulher, parda, hétero, 24, CE

Proximo da minha casa há uma outra casa com uma faixa gigantesca do bolsonaro. Eu estava voltando pra casa, vinha pelo outro lado da rua e passavam também dois rapazes. Um deles comentou sobre a faixa “até aqui esse bolsonaro, por isso o brasil não vai pra frente”. Todos tem de concordar que não há nada demais nessa frase. Mas um homem que estava no portão de uma outra casa, ao lado da que tem a faixa, gritou “aproveita, viado. Teus dias tão contados. Quando Bolsonaro ganhar, vai acabar todos os viados. Vamos matar todos vocês”. Eu estava atravessando a rua neste momento, em direção a minha casa e pedi apenas que ele respeitasse os meninos. Foi aí que a agressão se voltou para mim. Ele falou coisas como: puta, sem vergonha, imunda, você merece morrer também, ta pedindo pra levar uma surra… falou também das minhas partes intimas e outras coisas que eu não conseguu entender devido o nervosismo. Não rebati. Apenas continuei andando até minha casa. Não tive coragem de ir a policia. Poderia contar o wue aconteceu com o auxilio das cameras que tem na frente da casa em questão e na casa com a faixa. Mas a casa com a faixa é de um ex policial, lá vive cheio deles. E o homem que me agrediu vive junto deles.

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Jornalista é vítima de agressão e ameaça de estupro, um dos homens vestia camisa de Bolsonaro

Segundo a vítima, dois homens, um deles vestindo camisa de Bolsonaro, a agrediram e a ameaçaram de estupro no momento em que saía do local de votação, no Recife

DO G1:/

A Polícia Civil vai investigar uma denúncia de agressão a uma jornalista prestadora de serviço do portal NE10, que é integrado ao Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, na tarde deste domingo (7). De acordo com a vítima, de 40 anos, dois homens a agrediram e a ameaçaram de estupro no momento em que saía do local de votação, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. Segundo ela relatou à Polícia, um deles vestia camisa do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). O motivo da agressão, de acordo com a profissional, seria o fato de ela ser jornalista.

Ela diz que o fato aconteceu por volta das 14h na Rua Franklin Távora. Depois de ter votado, ela se dirigiu ao carro, que estava estacionado na via. Segundo ela, dois homens portando um pedaço de ferro a abordaram na rua. “Tinham um ferro, tipo um canivete. Viram meu crachá e disseram que eu era ‘riquinha’ e ‘de esquerda’ e também ameaçaram um estupro”, conta. Ainda de acordo com ela, foi quando os dois a cortaram no braço e no queixo.

Segundo a repórter, um dos homens era branco, usava uma calça jeans e uma camisa preta que tinha a foto do presidenciável com os dizeres “Bolsonaro Presidente”; e o outro também branco, vestia uma camisa verde e calça jeans.

Minutos depois, segundo a repórter, um carro que passava na rua buzinou e os agressores se assustaram, saindo correndo na direção de um bar de esquina onde estaria um grupo bebendo.

Ferimentos

Com hematomas no rosto e cortes nos braços, a jornalista prestou queixa à polícia, às 15h30 deste domingo (7). “Todas as providências necessárias já foram tomadas pela Polícia Civil. Foi feito registro do Boletim de Ocorrência, ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) e a polícia foi ao local para tentar identificar os suspeitos”, explicou o delegado Rômulo Aires, titular da Delegacia do Espinheiro, na Zona Norte do Recife.

Os investigadores vão solicitar as imagens das câmeras de segurança da área onde ocorreu a agressão. O resultado do exame de corpo de delito feito pela jornalista no IML será divulgado em 20 dias.

Repúdio

A diretora de Conteúdos Digitais do SJCC, Maria Luiza Borges, repudiou o ocorrido. “Não se pode aceitar nenhuma ameaça ao exercício da nossa profissão. Vamos dar apoio à profissional e confiamos que a polícia vai esclarecer os fatos e punir os culpados”, afirmou.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também demonstraram apoio à jornalista e colocam a assessoria jurídica do Sindicato à disposição da vítima. Confira a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO

“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam veementemente o ataque sofrido por uma jornalista do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) na tarde deste domingo (7). Sinjope e Fenaj se solidarizam com a vítima, que tem o nome preservado para sua proteção, e colocam à disposição a assessoria jurídica do Sindicato.

Segundo registrado em matéria do portal do SJCC, dois homens agrediram e ameaçaram a jornalista de estupro no momento em que ela saía do local de votação, na zona norte do Recife. A repórter disse que um dos agressores usava uma camisa com os dizeres “Bolsonaro Presidente”. De acordo com a profissional, a agressão ocorreu devido ao fato dela ser jornalista.

A repórter prestou queixa do ocorrido. O Sinjope e a Fenaj exigem pronta apuração do fato pelas autoridades policiais, bem como punição exemplar dos culpados. Também se exige que a empresa preste toda a assistência necessária à funcionária.

A violência contra jornalistas representa gravíssimo ataque à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. Trata-se de algo inaceitável.”

Fonte: https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/policia/noticia/2018/10/07/policia-investiga-denuncia-de-agressao-contra-jornalista-do-sjcc–357553.php

Fonte: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2018/10/08/policia-investiga-agressao-a-jornalista-apos-saida-de-local-de-votacao-no-recife.ghtml

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Filho de Bolsonaro estimula eleitores a filmar urna

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Fazer vídeos ou até mesmo portar celular na urna é crime eleitoral, enquadrado como tentativa de violar sigilo do voto e pena de até dois anos de detenção

São Paulo – O ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou ter acompanhando nesta manhã de domingo (7) auditoria de uma urna eletrônica em um local de votação, sem especificar onde, e disse que o procedimento não apontou nenhum problema no equipamento.

“Tudo certo. Pode votar confiando que a Justiça Eleitoral assegura o respeito ao seu voto”, escreveu o magistrado em sua conta no Twitter.

Na mesma rede social, contudo, dois filhos do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, manifestaram suspeitas em relação à confiabilidade das máquinas que computam os votos.

“Prezados, em caso de problemas com a urna filmem, de preferência gravem ‘lives’ e falem o Estado, zona e seção onde está ocorrendo o problema”, pediu o deputado federal por São Paulo e candidato à reeleição Eduardo Bolsonaro. Fazer vídeos e fotos e até mesmo portar aparelho celular, máquinas fotográficas ou filmadoras é crime eleitoral, enquadrado como tentativa de violação do sigilo do voto, com previsão de pena de até dois anos de detenção.

Seu irmão, o deputado estadual no Rio de Janeiro e candidato ao Senado Flavio Bolsonaro (PSL), foi além e replicou um vídeo publicado por um usuário do Facebook identificado como Lucas Andressa em que, filmando uma urna eletrônica, uma pessoa alega que, após apertar apenas a tecla “1”, o equipamento mostra o nome do presidenciável do PT, Fernando Haddad.

“Está acontecendo diante de nossos olhos. Aperta a tecla ‘1’ para presidente e aprece (sic) o indicado do presidiário! Quem souber onde aconteceu isso, favor me enviar zona e seção”, escreveu Flavio Bolsonaro no texto da publicação, em que marcou ainda a conta oficial do TSE.

Também no Twitter, a corte esclarece que as redes sociais da Justiça Eleitoral não são meios formais para o recebimento de “denúncias ou manifestação acerca de supostos crimes eleitorais, que precisam antes ser investigados pelo Ministério Público”.

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Evento feminino contra Bolsonaro é alvo de ameaças em Ribeirão Preto

Mais de dez mulheres foram à delegacia denunciar perseguição após confirmarem presença no ato marcado para o fim de semana na cidade

De O Estado de S. Paulo

Um evento marcado para o próximo sábado, 29, em Ribeirão Preto, contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República, tem sido alvo de ameaças. Mais de dez mulheres estiveram na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para dizer que receberam ameaças por estarem na organização ou confirmarem presença no protesto.

A página na internet que convida para a manifestação também foi alvo de críticas, xingamentos e ameaças. Ainda assim, até a tarde desta terça-feira já somava mais de 10 mil interessados e 4,3 mil confirmações de presença. O ato, que acontece também em outras cidades do país, em Ribeirão está previsto para as 11h na Esplanada do Theatro Pedro II.

Segundo a delegada Luciana Renesto Ruivo, as ameaças foram feitas em formas de posts nas páginas das mulheres nas redes sociais. Ela diz que muitos ataques partiram de perfis que são fakes. “Outros a gente ainda não sabe”.

Ela contou que mulheres de diferentes idades e condições financeiras estiveram na delegacia, mas somente uma registrou o BO. “Elas vieram, conversaram, me mostraram o material, mas não se animaram de registrar a ocorrência, disseram que vão esperar um pouco”, falou a delegada.

Perguntada se vê algum risco à segurança da manifestação, ela falou que “não dá para prever”, mas acredita ser mais pressão. “Mesmo porque vai dar rolo. A PM vai estar lá, todo mundo vai estar lá… Quem se meter a besta vai acabar se complicando, né?”.

Tensão
Entidades encaminharam ofícios à Polícia Militar pedindo que reforce a segurança do evento. A reportagem conversou com uma das vítimas e ela falou sobre o medo. “De repente passei a receber publicações agressivas, foi horrível. Acho que vou estar presente mesmo assim”, afirmou.

O BO foi formalizado por uma das organizadoras do ato. Ela e as demais não quiseram se manifestar sobre as ameaças, alegando que primeiro estarão reunidas para resolver como tratarão esse assunto. “Definimos que somente depois desse encontro é que iremos falar com a imprensa”, disse uma delas.

Fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,evento-feminino-contra-bolsonaro-e-alvo-de-ameacas-em-ribeirao-preto,70002519761